Uma expedição científica com 40 participantes está em andamento na Estação Ecológica (Esec) Rio Acre, no sudoeste do estado, para monitorar a qualidade ambiental da floresta utilizando protocolos do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora). A iniciativa, coordenada pelo ICMBio, alia rigor técnico a métodos acessíveis e valoriza o conhecimento tradicional de moradores locais, como mateiros e barqueiros. Os dados coletados servirão de base para avaliar a saúde da floresta e orientar a gestão da unidade de conservação.
Durante a expedição, são aplicados protocolos básicos e avançados para o monitoramento de mamíferos, aves, borboletas e plantas — espécies consideradas bioindicadoras. Armadilhas fotográficas, iscas de banana com caldo de cana, censos silenciosos ao amanhecer e coleta de exemplares por escaladores botânicos compõem o arsenal técnico. Segundo os pesquisadores, alterações no comportamento ou na presença desses organismos podem sinalizar degradações invisíveis à primeira vista, mas com alto potencial de impacto nos serviços ecossistêmicos da floresta.
A chefe da Esec Rio Acre, Malu Zambom, destaca que o sucesso da missão se deve à integração entre ciência, logística e envolvimento comunitário. Os resultados, que serão analisados nos próximos meses, são essenciais para garantir a proteção das nascentes do rio Acre — fonte vital de água e transporte na região. "Esses dados nos permitem conhecer a floresta em profundidade, mas também cuidar melhor dela", afirma.
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