Mais de 50 gatos vivem nos porões e pátios do Museu Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia, onde ajudam a controlar a presença de ratos e a proteger o patrimônio histórico e artístico da instituição. Conhecidos como “exército felino”, os animais fazem parte de uma tradição iniciada no século XVIII e são considerados uma espécie de funcionários do museu. Eles não circulam pelas galerias de exposição, mas recebem cuidados, vacinação e acompanhamento veterinário. Cada gato também possui um registro próprio com fotografia.
A história começou em 1745, quando a imperatriz Elizabeth determinou que gatos fossem trazidos da cidade de Kazan para combater os roedores no Palácio de Inverno. Em 1764, durante o governo de Catarina II, os felinos receberam o reconhecimento de “guardiões das galerias de arte”. Ao longo dos séculos, a população de gatos enfrentou períodos de escassez, especialmente durante conflitos e crises que atingiram a região.
Durante o cerco de Leningrado, atual São Petersburgo, na Segunda Guerra Mundial, os gatos praticamente desapareceram da cidade, enquanto uma infestação de ratos agravava as dificuldades da população. Após o conflito, milhares de felinos foram enviados de diferentes regiões da União Soviética para ajudar a controlar os roedores, incluindo animais vindos de Yaroslavl e da Sibéria. A tradição permanece até hoje e transformou os gatos do Hermitage em símbolos conhecidos da cidade e da história do museu.
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