Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ontem (15), o ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo afirmou que a falta de oxigênio só durou dois dias no Estado.
Senadores amazoneses reagiram. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) contestou a fala do ex-secretário e apresentou vídeos de vários dias de janeiro com o colapso do oxigênio em Manaus.
De acordo com a Agência Senado, sobre as nebulizações de hidroxicloroquina feitas pela médica Michelle Chechter em uma maternidade de Manaus, Marcellus Campêlo disse que a Secretaria de Saúde não avalizou o tratamento e que foi aberta sindicância. Otto Alencar (PSD-BA) criticou a nomeação de um general (Pazuello) para o Ministério da Saúde e de um engenheiro (Campêlo) para comandar a saúde do AM: “Duas pessoas sem competência em saúde para trabalhar com uma doença nova”, disparou. Em resposta ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Campêlo disse que não pediu oxigênio ao governo federal no dia 7 janeiro, tendo apenas solicitado apoio logístico. Segundo ele, o assunto não foi tratado no evento de lançamento do aplicativo TrateCov no dia 12 de janeiro.
Mais cedo, Eduardo Braga (MDB-AM) questionou por que o Amazonas não comprou nenhuma usina de oxigênio até o momento, já que tem capacidade financeira para isso. Campêlo respondeu que há processos de compra em andamento.
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