O ex-presidente do Equador Abdalá Bucaram foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão por participação em uma organização criminosa envolvida na comercialização irregular de testes de Covid-19 e outros insumos médicos durante a pandemia. A decisão foi anunciada por um tribunal equatoriano na quarta-feira (9). Bucaram, de 74 anos, poderá cumprir a pena em prisão domiciliar devido à idade.
O processo investigou a negociação de cerca de 21 mil testes rápidos e outros materiais entre março e agosto de 2020, período em que o Equador enfrentava um dos momentos mais graves da pandemia. O filho do ex-presidente, Jacobo Bucaram, também foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão no mesmo processo.
Outros dois réus também foram condenados. O ex-agente da Agência Metropolitana de Trânsito (AMT) de Quito, Leandro Berrones, recebeu pena de 13 anos e quatro meses, enquanto o cidadão israelense Sheinman Oren foi condenado a dois anos e oito meses após colaborar com as autoridades. A defesa de Bucaram não se manifestou sobre a sentença, e o ex-presidente ainda pode recorrer da decisão.
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