A Procuradoria-Geral da República (PGR) suspeita que Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro e atualmente deputado federal pelo PL, tenha se corrompido para evitar a divulgação de informações sobre a utilização irregular do software espião First Mile. O equipamento israelense teria sido usado para monitorar opositores e críticos do ex-presidente.
As informações sobre a atuação de Ramagem serviram de base para a Polícia Federal deflagrar a Operação Última Milha, em 20 de outubro de 2023. Na ocasião, a PF prendeu os servidores da Abin Eduardo Izycki e Rodrigo Colli. Ramagem, no entanto, não foi alvo da ação.
Eduardo Izycki e Rodrigo Colli foram presos sob a acusação de coerção ao utilizar o conhecimento sobre o software espião para evitar a demissão em um processo disciplinar interno. Eles foram demitidos no mesmo dia da operação da PF.
Segundo a PGR, “há indícios de prática de concussão e de corrupção ativa de Eduardo Izycki e Rodrigo Colli e de corrupção passiva pelo ex-diretor-geral da Abin Alexandre Ramagem”.
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