Monday, 08 de June de 2026
24/12/2021   14:15h - Curiosidades

Evento Carrington: a tempestade solar que hoje pode destruir a Terra

Era uma manhã bem cedo de 1º de setembro de 1859, quando o astrônomo amador Richard Carrington (1826-1875) subiu até seu observatório particular na zona rural de Londres.

 

Ao apontar o telescópio em direção ao Sol, ele percebeu um aglomerado de enormes manchas escuras em sua superfície. O fenômeno durou apenas 5 minutos, mas poucas horas depois, a Terra começou a sentir os efeitos de seu impacto.

 

As comunicações telegráficas começaram a falhar ao mesmo tempo, houve chuvas de faíscas de máquinas telegráficas, causando incêndios e eletrocutando operadores.
 
O que Carrington viu foi uma explosão solar massiva com a energia de 10 bilhões de bombas atômicas, em uma erupção que expeliu gás eletrificado e partículas subatômicas em direção à Terra, classificando o evento como “a maior tempestade solar já registrada”, conhecida como Evento Carrington.
 
Contudo, devido ao nível da tecnologia durante a época em que aconteceu o Evento Carrington, o impacto da tempestade geomagnética foi muito limitado e causou poucos estragos relevantes — o que não seria nossa realidade, caso o fenômeno acontecesse amanhã, por exemplo.
 
A explosão teria um efeito avassalador na infraestrutura tecnológica, podendo paralisá-la, resultando em um caos mundial, visto que dependemos de sistemas técnicos para a maior parte de nossas operações na Terra. Só algumas partículas carregadas de tempestades geomagnéticas já são o suficiente para causar distúrbios no campo magnético da Terra, gerando efeitos nos sistemas elétricos.
 

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