Monday, 08 de June de 2026
02/05/2024   11:45h - Política Internacional

Estudantes enfrentam os Estados Unidos e intensificam ocupações pró-palestinas

No fim de semana, a polícia prendeu mais de 350 pessoas em todo o país, numa tentativa de demonstrar força para responder à opinião pública – ainda majoritariamente pró-Israel. Desde o final de março, já são mais de mil presos.

 

 O caso da Universidade de Columbia sobressai porque, além de ter sido uma das primeiras instituições ocupadas, seu campus em Nova York simboliza a resistência do movimento Apartheid Divest (Desinvestimento do Apartheid). Cerca de 15 mil alunos estão matriculados em Columbia.

 

Além disso, cobra transparência nas finanças da faculdade e anistia para estudantes e professores que se manifestaram a favor dos palestinos. Na segunda-feira (29), a direção de Columbia ameaçou suspender os alunos que continuassem a participar dos protestos e impedi-los de completar o semestre. Eles ficariam igualmente proibidos de se formar ou fazer residências em Columbia. Só que a ordem, em vez de esvaziar a mobilização, fortaleceu-a ainda mais.

 

Outras universidades, como Cornell, seguiram o caminho de Columbia e também suspenderam alunos que ocuparam seu campus. Seja para Cornell, seja para as demais universidades ocupadas, é válida a mensagem que os manifestantes da Universidade de Columbia tanto têm repetido: “Somos a próxima geração dos movimentos estudantis após os de 1968, 1985 e 1992, que a Columbia outrora reprimiu e que hoje celebra” finalizou.

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