sexta, 11 de setembro de 2026
06/09/2026   10:20h - Cães & Gatos

Esporotricose exige atenção para prevenção e tratamento em humanos e gatos

A esporotricose é uma zoonose provocada por fungos do complexo Sporothrix, que habitam o solo, palhas, vegetações e matéria orgânica em decomposição. Tradicionalmente associada a trabalhadores rurais e jardinagem, por conta de arranhões com espinhos ou farpas, a doença passou a registrar forte perfil urbano devido à transmissão zoonótica entre felinos domésticos e seres humanos. Nos gatos, a infecção costuma provocar feridas profundas na pele, especialmente no focinho e nas patas, que não cicatrizam facilmente e liberam grande quantidade de fungos.

A contaminação em humanos ocorre principalmente pelo contato direto com as lesões de animais infectados ou por meio de arranhões e mordidas. Na pele humana, a manifestação inicial costuma ser um pequeno caroço ou ferida avermelhada similar a uma picada de inseto, que evolui progressivamente acompanhando o trajeto dos vasos linfáticos. Apesar do aspecto das lesões, a esporotricose tem cura tanto para pessoas quanto para os animais, e o tratamento não deve ser interrompido precocemente mesmo após a melhora visível dos sintomas.

A conduta terapêutica é baseada no uso contínuo de antifúngicos prescritos por médicos ou veterinários, como o itraconazol. Autoridades de saúde enfatizam que o abandono de animais doentes é um crime ambiental que agrava a disseminação do fungo na comunidade. A principal medida preventiva consiste em manter os gatos domiciliados, evitando o acesso à rua e brigas com outros felinos, além do uso de luvas de proteção ao manipular animais com suspeita da infecção.

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