A polícia e especialistas forenses locais mobilizaram equipes adicionais para tentar identificar os corpos de cerca de 80 migrantes encontrados após a entrada massiva da semana passada no exclave espanhol de Ceuta.
A maioria será enterrada no território espanhol nos próximos dias, informaram as autoridades. Dos que não tiveram a identidade confirmada as equipes coletaram impressões digitais e amostras de DNA e continuarão trabalhando para associar os corpos aos nomes e, posteriormente, aos familiares.
O fluxo de pessoas e as mortes decorrentes sobrecarregaram a equipe forense de cinco pessoas de Ceuta, que havia lidado com apenas 76 óbitos durante todo o ano passado. Oito profissionais extras foram deslocados do continente espanhol, e um necrotério maior foi instalado em um antigo hospital militar.
"Enfrentamos um número de vítimas que excedeu nossa capacidade operacional", disse o diretor da equipe, Manuel Aparcero, que foi chamado para atestar as mortes dos migrantes à medida que eram trazidos para a praia em 30 de julho.
Enquanto sua equipe continua o trabalho uma semana após o ocorrido, famílias publicam mensagens nas redes sociais e acompanham o noticiário em busca de informações sobre seus entes.
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