Uma grande operação contra atividades ilegais de lobby sacudiu o Parlamento Europeu ontem (13), resultando em buscas em mais de 20 endereços e no fechamento de dois escritórios em Bruxelas. O foco das investigações é a gigante chinesa Huawei, suspeita de subornar parlamentares em troca de vantagens comerciais. Segundo a Procuradoria Federal da Bélgica, a empresa teria praticado corrupção ativa, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro desde 2021, utilizando o lobby como fachada para influenciar decisões políticas.
A operação atingiu assessores parlamentares e escritórios ligados ao escândalo “Qatargate”, que já expôs casos de corrupção no Parlamento Europeu. Policiais foram vistos na sede da Huawei em Bruxelas, ampliando as suspeitas de que a empresa estaria promovendo os interesses estratégicos da China dentro da União Europeia. O caso gerou forte reação entre eurodeputados, que pedem medidas duras, incluindo o possível banimento da Huawei das dependências da instituição. O vice-presidente do Parlamento para Transparência, Victor Negrescu, classificou as denúncias como “profundamente preocupantes” e garantiu total cooperação com as investigações.
Países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália já proibiram a empresa, citando riscos de espionagem. No Brasil, a Huawei domina a infraestrutura de telecomunicações, fornecendo mais de 80% das antenas de redes móveis. O governo, no entanto, buscou limitar sua influência criando uma rede 5G privativa sem tecnologia chinesa, tentando equilibrar avanços tecnológicos e segurança nacional.
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