Jornalistas da RICtv, afiliada da Record no Paraná, foram proibidos de usar roupas com as cores vermelha e bordô durante a cobertura eleitoral. A mensagem foi enviada em um grupo da empresa no WhatsApp. A ordem remete a cores ligadas ao PT e, segundo uma apresentadora da rede, teria motivado sua demissão.
O grupo RIC confirma, em nota, o envio da mensagem, mas diz que a medida apenas visa a garantir a neutralidade na cobertura. "Essas cores foram expressamente citadas porque compõem o 'guideline' [diretrizes] do vestuário desses profissionais, conforme documento interno distribuído a todos."
Conforme o grupo, outras cores, como verde e amarelo, não integram o guia de vestuário dos jornalistas, "razão pela qual já não são usadas em looks completos e não precisam ser restringidas". O caso foi divulgado pelo Sindijor/PR (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná), que aponta um "claro posicionamento do grupo em prol da candidatura do atual presidente à reeleição", Jair Bolsonaro (PL). A entidade considera o episódio um caso de assédio eleitoral.
Em nota, o grupo RIC afirma que as denúncias são "vazias e oportunistas, distorcendo a natureza e o objetivo de medidas de rotina". "As mesmas fontes das falsas denúncias tentaram ligar uma rescisão de contrato ao momento eleitoral." Segundo a diretoria corporativa de produto, conteúdo e convergência do Grupo RIC, o que houve não foi demissão, mas uma rescisão contratual na área de entretenimento.
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