Relatório da ONU revela que forças armadas malianas e estrangeiras foram responsáveis pelo massacre de cerca de 500 pessoas na aldeia de Moura, Mali, em março de 2022. A conclusão das investigações conduzidas nos últimos meses é de que houve execuções sumárias, estupro e tortura durante o conflito armado, o que constitui crimes de guerra e pode, dependendo das circunstâncias, constituir crimes contra a humanidade.
Devido à negativa do governo local em permitir que investigadores visitassem a aldeia de Moura, as apurações foram realizadas por meio de entrevistas com vítimas e testemunhas, análises de materiais forenses, imagens de satélite e outras fontes de informação. Essas descobertas foram consideradas perturbadoras pelo alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Turk.
As forças armadas malianas consideraram a operação um sucesso, alegando que estavam combatendo o grupo Katiba Macina, uma facção do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM), que é um braço da Al-Qaeda. No entanto, as investigações concluíram que a operação foi uma missão de contraterrorismo que acabou resultando em um massacre de civis.
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