O candidato a presidente, Ciro Gomes (PDT), durante sua sabatina no Jornal Nacional, prometeu criar uma "lei antiganância", por meio da qual o cidadão que pagar o equivalente a duas vezes sua dívida teria seu débito saldado.
Em outras palavras, a proposta poderia significar um tabelamento do crédito. Mesmo que Ciro não tenha detalhado sua ideia, apresentada no minuto final da entrevista, sua campanha divulgou nota na qual afirma que a lei pretende proteger o povo do abuso dos juros em empréstimos bancários.
"O Brasil cobra há anos os juros mais altos do mundo. Isso explica por que quatro bancos brasileiros estão entre os mais lucrativos do mundo. Vou dar um basta nisso criando a Lei Antiganância. Ela vai proibir os bancos de cobrarem mais de duas vezes o valor de um empréstimo ou de uma dívida que as pessoas têm no cartão de crédito ou no cheque especial. Ou seja, se você pegou R$ 100 e já pagou R$ 200, a dívida fica automaticamente quitada", afirmou a nota.
Ciro também defendeu unificar benefícios como a aposentadoria rural, o seguro desemprego, o BPC (que beneficia idosos pobres) e todos os programas sociais como Bolsa Família e Auxílio Brasil em uma renda mínima. Ele afirmou que o objetivo é incluir essa renda na Previdência Social, o que daria segurança constitucional aos contemplados."Com apenas 50 centavos para cada R$ 100 que tiver, cada super-rico vai financiar a renda mínima de 821 brasileiros mais pobres", disse o candidato.
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