Tuesday, 09 de June de 2026
04/01/2023   08:00h - Polí­tica

Em duas décadas 1.668 jornalistas foram mortos, uma média de 80 por ano

Vários jornalistas no exercício da profissão foram assassinados no exercício da profissão. O número voltou a aumentar em 2022. Segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF) registrou 1.668 casos nas últimas duas décadas, que foram particularmente letais para aqueles ao serviço do direito de informar.


Homicídios, execuções, emboscadas, mortos em zonas de guerra... De acordo com o levantamento realizado pela RSF, nos seus balanços anuais, um total de 1.668 jornalistas foram mortos nas últimas duas décadas (2003-2022). Nesse período, a cada ano, morreram em média 80 jornalistas no exercício da profissão. E se voltarmos até o ano 2000, o número chega a um total impressionante de 1.787 vítimas.


Por trás dos números, estão os rostos, a personalidade, o talento e o empenho de quem pagou com a vida a busca pela informação e a verdade, e a paixão pelo jornalismo. A cada um de seus balanços anuais, a RSF documentou consistentemente a violência injustificável que atinge especificamente os profissionais da mídia. Este final de 2022 é uma oportunidade para homenageá-los e pedir pela garantia absoluta da segurança dos jornalistas onde quer que sejam chamados a trabalhar e a testemunhar a realidade do mundo.


Os picos dessa série histórica ocorreram em 2012 e 2013, respectivamente com 144 e 142 casos de jornalistas assassinados, principalmente devido ao aumento de casos no contexto do conflito na Síria. Esses anos de luto intenso foram seguidos por uma diminuição progressiva, seguida por números historicamente baixos em 2019. Infelizmente, o número de mortos atingido em 2022 é o mais alto dos últimos quatro anos, com 58 jornalistas assassinados no exercício de suas funções um aumento de 13,7% em relação a 2021, quando foram registradas 51 vítimas.

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