Nesta quarta-feira, 21, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, vai se encontrar com o chanceler russo, Serguei Lavrov, em reunião bilateral, às margens da 77ª Assembleia-Geral da ONU. Além de Lavrov, França deve reunir também com o chanceler da Belarus na sexta-feira, 23, ditadura que se alinha automaticamente ao Kremlin. O grande objetivo da ONU nas discussões que envolvem o conflito é expandir o acordo que permite o comércio de grãos da Ucrânia, aumentando também as exportações de fertilizantes da Rússia em meio à crise de escassez de alimentos.
Esta será a primeira edição totalmente presencial desde a eclosão da pandemia de Covid-19, em 2020. Naquele ano, líderes mundiais discursaram de forma totalmente remota, sem que nenhum viajasse a Nova York. Em 2021, parte deles falou de forma presencial, como Bolsonaro, e parte enviou um vídeo, como o líder chinês, Xi Jinping.
A participação remota não estava prevista para a edição deste ano. Houve, no entanto, uma exceção para que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, possa enviar um vídeo gravado previamente e exibi-lo no plenário. A exceção foi aprovada pela Assembleia-Geral com 101 votos a favor e 7 contra, incluindo o da Rússia, que tentou barrar a medida. O Brasil se absteve, votando a favor de uma emenda rejeitada da Belarus para que não só Zelenski mas qualquer autoridade de país em guerra possa participar de forma remota -o que não foi aceito.
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