O dólar comercial encerrou o mês de maio de 2026 em forte ritmo de valorização, acumulando uma alta de 1,82% e voltando a fechar acima do patamar de R$ 5,00. No último pregão do período, a moeda estadunidense avançou 0,24% (um acréscimo de R$ 0,011), cotada a R$ 5,0453 para a venda. O movimento representou uma virada drástica em relação ao mês anterior, quando a divisa estrangeira havia registrado queda de 4,36% frente ao real.
A pressão cambial foi alimentada de forma direta pela expressiva fuga de capital internacional do país. Até o dia 27 de maio, as estimativas apontavam uma saída líquida de R$ 14,1 bilhões de recursos estrangeiros da bolsa de valores brasileira. Essa debandada empurrou a cotação do dólar à máxima de R$ 5,07 na manhã do último dia do mês, embora o ritmo tenha desacelerado ligeiramente ao longo da tarde até o fechamento.
No cenário macroeconômico, o câmbio reagiu fortemente à perspectiva de que os juros vão permanecer elevados por mais tempo tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Por aqui, a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, vindo acima do que o mercado esperava, acendeu um alerta entre investidores, que passaram a duvidar da continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic pelo Banco Central.
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