O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu R$3,5 milhões na expedição de 36 dias que irá monitorar a recuperação da camada de ozônio diretamente da Antártica! A Criosfera 1 fará o detalhamento com seus novos sensores para captar raios ultravioletas UVA e UVB instalados para incrementar a capacidade do aparelho.
O módulo, que há uma década envia de modo ininterrupto dados ambientais do continente gelado para o Brasil, agora trabalhará para a recuperação de nossa camada protetora na terra. “Vamos passar por uma fase de futura recuperação, então vamos monitorar como estão os níveis de ultravioleta”, relata o coordenador científico da estação, Heitor Evangelista da Silva.
O buraco na camada de ozônio permite um fluxo maior de raios ultravioletas, impactando a biota marinha e o plâncton, entre outros fatores que influenciam a vida dos seres humanos e sua saúde. No início deste ano, relatório da ONU apontou que a camada está em processo de recuperação, mas nos polos, esse processo deve ser mais lento, levando pelo menos 40 anos.
Além disso, o módulo também está equipado para monitorar queimadas no Hemisfério Sul. Instalados em 2019, a expedição deste ano testou os resultados obtidos pelos equipamentos e concluiu que eles detectaram, por exemplo, partículas provenientes das queimadas que ocorreram na Austrália, entre 2019 e 2020.
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