Monday, 08 de June de 2026
07/10/2021   16:25h - Educação

Desenvolvido por alunos de escola pública do Amazonas, protótipo de prevenção à Covid-19 concorre em projeto da Samsung

A partir de um projeto de robótica, um grupo de cinco alunos e dois professores da Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré, em Maracapuru (AM), criou um dispositivo que auxilia no combate à proliferação do novo coronavírus. O projeto está entre os 20 semifinalistas do Prêmio Respostas para o Amanhã, iniciativa brasileira do Programa Solve For Tomorrow, da Samsung, que desafia alunos e professores da rede pública a desenvolverem soluções para problemas locais com experimentação científica e/ou tecnológica por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
 
O protótipo fica localizado na entrada da escola e, por meio de um sensor de presença, identifica a chegada dos alunos e distribui uma quantidade ideal de álcool em gel para a higienização das mãos, além de aferir a temperatura dos estudantes. O projeto inclui também uma pulseira, ainda em desenvolvimento, para monitorar a temperatura corporal e emitir sinais sonoros e visuais quando o indivíduo apresentar um quadro febril.
 
“Quando feita por um funcionário na porta da escola, a aferição da temperatura pode atrasar a entrada dos alunos e ainda propagar o vírus da Covid-19 se algum estudante estiver infectado. A máquina por sensor de presença, além de agilizar o processo de entrada, não contribui para a transmissão da doença já que não é necessário tocar no equipamento”, explica Galileu da Silva Pires, professor de Biologia e um dos orientadores do projeto. “No caso da pulseira, a ideia é mandar avisos para uma central quando um aluno, professor ou funcionário apresentar quadro febril, de forma que a direção escolar seja informada sobre a situação e tome decisões rápidas para diminuir o risco de contaminação no ambiente”, completa.
 
Com o objetivo de prevenir, identificar e tomar providências imediatas contra a transmissão do vírus da Covid-19, a equipe já tem o protótipo em ação e toda a ideia de funcionamento desenvolvida. Para o futuro, eles esperam que o projeto se torne uma benfeitoria pública utilizada inclusive em hospitais, contribuindo para uma atuação médica ainda mais efetiva e para que o sistema de saúde pública seja cada vez melhor e acessível a todos.
 
“Identificar problemas reais e desenvolver soluções inteligentes para o bem comum é o principal objetivo do Solve for Tomorrow, que mais uma vez alcançou resultados incríveis. Esses alunos amazonenses são um exemplo de que é possível melhorar a qualidade de vida, cuidar das pessoas e do lugar onde vivemos por meio da educação, da pesquisa e da tecnologia”, afirma Isabel Costa, Gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Brasil.
 
“Desenvolver soluções baseadas em ciência e tecnologia para problemas locais ou globais, estimulando a pesquisa e o protagonismo dos estudantes, é o que buscamos com o Respostas para o Amanhã. Ver esses jovens criando protótipos para a prevenção de um dos problemas mais graves que estamos enfrentando na atualidade, a contaminação pela Covid-19, é ver o Prêmio em ação. O objetivo é que os alunos e alunas coloquem a mão na massa, pesquisem com seus professores e colegas, testem suas ideias e proponham soluções que façam sentido para eles e que tragam benefícios para a comunidade. Dar oportunidades e reconhecer o potencial dos jovens do ensino público para a pesquisa científica, contribui para a valorização da Ciência e para o enfrentamento das desigualdades educacionais do país”, pontua Ana Cecília Arruda, Coordenadora de Programas e Projetos do Cenpec.
 
“Os alunos estão maravilhados. São estudantes do interior, de uma escola pública com poucos recursos, mas com grande vontade de mudar e fazer a diferença. É um projeto que não só contribui para a diminuição de um problema grave na saúde, mas que tem motivado os demais alunos a estudar mais e a despertar o interesse pela iniciação científica. Agora eles sabem que podem alcançar seus sonhos”, completa o segundo orientador do projeto e professor de Física, José Victor Teixeira.

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