O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), favorito e possível candidato único à presidência da Câmara dos Deputados, recebeu pedidos de colegas para que, caso eleito, proíba buscas e apreensões da Polícia Federal e de outras forças de segurança nas dependências do Congresso. A proposta, caso aprovada, seria implementada por meio de um ato normativo da Presidência da Câmara, dispensando necessidade de tramitação legislativa.
Motta afirmou estar em fase de diálogo com os parlamentares, considerando suas demandas e sugestões individuais, mas garantiu que avaliará os pedidos "no momento certo". Essa mesma questão já foi motivo de pressão sobre o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no intuito de acelerar a tramitação da PEC das Prerrogativas, que também visa proibir operações da PF no Congresso.
Para alguns parlamentares, a implementação por ato normativo seria suficiente, evitando a necessidade de votação qualificada de três quintos. No entanto, há preocupação de que essa medida gere atrito com o Judiciário, o que Motta prefere evitar. Defensores da proposta argumentam que ela representa uma demanda pluripartidária em defesa da categoria, especialmente após operações em gabinetes de deputados como Carla Zambelli (PL-SP) e Carlos Jordy (PL-RJ).
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