Wednesday, 10 de June de 2026
04/08/2021   14:35h - Polí­tica

Deputado Serafim diz que urna eletrônica é auditável e discurso de fraude é para justificar golpe

 No retorno do recesso parlamentar, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) criticou na manhã desta terça-feira (3), a narrativa antidemocrática do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), de que há fraude no sistema eleitoral brasileiro e que a urna eletrônica não é auditável. Para o parlamentar, a fala de Bolsonaro é “inconsequente” e sinaliza a intenção de golpe. “Na minha vida disputei 16 eleições, cinco eleições eu disputei na urna de pano, perdi três e ganhei duas. Onze eleições disputei na urna eletrônica. Ganhei três e perdi oito. Poderia, então, ter tudo a dizer contra a urna eletrônica, já que perdi muito mais do que ganhei, mas a urna eletrônica é segura, ela é auditável, e o que o presidente da República está fazendo é criar um discurso, uma narrativa para uma tentativa de golpe”, avaliou Serafim. Para Serafim, Bolsonaro tem a clara intenção de insuflar apoiadores em defesa do voto impresso e contra o judiciário, após ver sua popularidade derreter diante de uma administração fracassada no combate à pandemia do novo coronavírus. “Quero manifestar a minha solidariedade ao ministro Luís Roberto Barroso, que prontamente respondeu e respondeu à altura, porque aquilo que vinha sendo feito era um desrespeito total à Constituição Federal e às regras do jogo. E a posição do meu partido, do PSB, daqueles que têm clareza da democracia, obviamente, é a favor da urna eletrônica. A urna eletrônica pode ser auditada a qualquer momento, testada por quem quiser chegar. Aliás, ela é testada previamente em todas as eleições”, disse o deputado. O líder do PSB na Aleam lembrou, durante o discurso, que Bolsonaro foi eleito sete vezes por meio da urna eletrônica e somente agora, na iminência de uma derrota, caso dispute a reeleição, adota o discurso de que existe fraude. “Então, quer dizer que o roubo foi a favor dele? Não creio. Em 2018, ele se elegeu em função da rejeição que havia naquele momento ao Partido dos Trabalhadores e isso é óbvio, e de conhecimento de todos. Hoje, com o fracasso do combate à pandemia, os ventos mudaram e os ventos são adversos ao presidente da República. Ele cria uma narrativa para justificar um possível golpe e fica ameaçando o Judiciário, fica ameaçando fechar o Supremo”, falou Serafim. 

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