O deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura no governo Bolsonaro, criticou a Lei da Ficha Limpa, chamando-a de "imbecilidade de esquerda". Em suas declarações, ele afirmou que a lei, criada para barrar candidatos com condenações, foi adotada sem reflexão pela sociedade e defendeu que burocratas não eleitos não devem ter o poder de impedir escolhas populares. O debate sobre a Lei da Ficha Limpa ganhou força após uma proposta de oposição para reduzir de oito para dois anos o prazo de inelegibilidade de políticos condenados.
Frias também comentou sobre as acusações de um possível golpe de Estado, que envolvem a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o deputado, tais alegações são "ridículas", afirmando que, ao mesmo tempo, o presidente Lula, mesmo após condenações, ocupa o cargo de presidente. Ele questionou a aplicação da Lei da Ficha Limpa, alegando que ela limita a decisão do povo, transferindo poder para burocratas não eleitos.
Em suas publicações, o parlamentar reforçou sua visão de que a lei descredita a capacidade do eleitorado de escolher seus representantes, classificando isso como uma "mentalidade de tiranete". Frias ainda afirmou que o problema não está na lei em si, mas na forma como ela é aplicada, sugerindo que o sistema judicial brasileiro é corrupto e falho, o que comprometeria a eficácia da Ficha Limpa.
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