Durante este ano, em fevereiro, um iceberg com o dobro do tamanho de Berlim se desprendeu do manto de gelo da Antártica, tendo aproximadamente 1.270 quilômetros quadrados.
O acontecido, além de ajudar a entender os efeitos das mudanças climáticas na Antártica, também possibilitou estudar a vida que estava escondida no fundo do mar há mais de 50 anos.
O navio de pesquisa alemão Polarstern foi responsável por registrar inúmeras fotos e vídeos das criaturas que estavam vivendo nas profundezas do gelo, além de resgatar amostras de sedimentos marítimos.
Os pesquisadores afirmaram que “espera-se que as amostras de sedimento coletadas forneçam percepções mais detalhadas sobre o ecossistema, enquanto uma análise geoquímica das amostras de água coletadas permitirá tirar conclusões sobre o conteúdo de nutrientes e as correntes oceânicas”.
Entre uma impressionante biodiversidade escondida, estavam inúmeros animais como moluscos, estrelas do mar, duas espécies de lula, cinco espécies de peixes, pepinos do mar, entre outras criaturas vivendo a mais ou menos 30 km abaixo da superfície.
Segundo os cientistas, a maior parte desses animais se alimenta de restos de alga ou de partículas orgânicas transportadas com o gelo. No entanto, mais pesquisas serão necessárias para entender de fato a forma de alimentação dessas espécies.
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