Na resposta encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para esclarecer o fato de ter passado duas noites na embaixada da Hungria em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro diz que não havia receio de prisão, e que, portanto, é "ilógico" supor que ele se abrigou lá em busca de asilo.
Os advogados de Bolsonaro, porém, não repetem na resposta ao Supremo o argumento usado na nota pública divulgada na última segunda-feira, segundo a qual o ex-presidente teria passado dois dias na embaixada “atualizando os cenários políticos das duas nações”.
A resposta foi escrita por ordem de Moraes, que cobrou esclarecimentos do ex-presidente, após o jornal americano “The New York Times” revelar o episódio.
Segundo a defesa de Bolsonaro alega, como em 8 de fevereiro a Polícia Federal já tinha feito prisões, cumprido ordens de busca e apreensão, e ainda confiscou o passaporte do ex-presidente, já tinha ficado claro que não havia intenção de prendê-lo.
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