O avanço da Inteligência Artificial generativa está exigindo uma revolução na infraestrutura dos data centers. Diferente dos servidores comuns, o processamento de IA utiliza GPUs potentes que geram um calor extremo, saltando de uma densidade de 10 kW para até 100 kW por rack. Para evitar falhas sistêmicas, os chillers, grandes resfriadores de água, tornaram-se peças essenciais para dissipar o calor dessas supermáquinas.
Esses sistemas funcionam como o coração da climatização, circulando água gelada por tubulações para absorver o calor dos chips e transportá-lo para fora dos edifícios. Com a IA elevando as temperaturas ao limite, o setor migra do ar-condicionado tradicional para o Liquid Cooling (resfriamento líquido direto no chip). Nessa modalidade, o chiller garante que o fluido chegue na temperatura exata para realizar a troca de calor diretamente nos processadores.
O grande desafio atual é equilibrar esse resfriamento com a sustentabilidade, já que data centers consomem até 2% da energia global. A solução tem sido o uso de chillers inteligentes e sensores de IA que ajustam a potência em tempo real.
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