Chuvas intensas e inundações devastadoras assolaram a África Oriental, provocando mais de 350 mortes e deslocando mais de um milhão de pessoas em países como Somália, Quênia, Etiópia e Tanzânia. A região enfrenta uma crise humanitária, com impactos diretos das mudanças climáticas, gerando fome e deslocamento em massa, conforme relatado pela rede CNN.
No Quênia, as persistentes chuvas resultaram na perda de pelo menos 136 vidas e no deslocamento de meio milhão de habitantes. Trinta e oito dos 47 condados do país foram afetados, especialmente o nordeste e a costa leste, onde inundações e deslizamentos de terra causaram danos significativos a residências e infraestruturas. A interrupção dos serviços ferroviários de carga no porto de Mombaça agravou ainda mais a situação.
As intensas precipitações, atribuídas principalmente ao fenômeno El Niño no Oceano Pacífico ao longo do equador, devem persistir no próximo ano, alerta o Departamento Meteorológico do Quênia. Este padrão climático global tem repercussões significativas em diversas regiões, desencadeando condições extremas como chuvas intensas, inundações, deslizamentos de terra e secas prolongadas.
O El Niño é reconhecido por influenciar o clima em escala global, sendo associado a eventos climáticos extremos. Na África Oriental, é frequentemente ligado a graves inundações, enquanto em outras partes do continente, como no norte e sul, pode resultar em períodos prolongados de seca severa.
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