Mesmo sob investigação da Polícia Federal por liderar um esquema de venda ilegal de armas e munições, o coronel Miramilton Goiano de Souza foi exonerado do cargo de comandante-geral da Polícia Militar de Roraima e nomeado, na última segunda-feira (28), como secretário da Casa Militar do estado. A movimentação foi justificada pelo governo como parte de um plano de “fortalecimento das estruturas de segurança e logística”, apesar das denúncias que envolvem o oficial e seus dois filhos, também investigados.
Com a mudança, o coronel Overlan Alves assume o comando-geral da PM, e Ilmar Soares passa a ocupar o posto de adjunto na Casa Militar. Miramilton, que chefiava a corporação desde fevereiro de 2023, foi alvo de operação da PF em 2024, junto com o deputado estadual Rarison Barbosa, suspeito de comprar armas do grupo liderado pelo coronel. Ambos negam envolvimento, mas o caso reacendeu críticas à condução da segurança pública no estado.
Além do inquérito federal, Miramilton também é investigado pela Polícia Civil por suposta interferência no assassinato de um casal de agricultores no chamado "Caso Surrão". Durante sua gestão, mais de 100 policiais foram investigados por crimes como milícia, tortura, sequestro e ligações com o garimpo ilegal.
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