Ponham no radar o nome de Meyer Nigri, fundador e dono da construtora Tecnisa. As investigações sobre os atos golpistas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganharam mais musculatura após a Polícia Federal ter acesso ao celular do empresário. As conversas de Nigri por aplicativo mostram que partia, sim, de Bolsonaro, uma série de fake news para atacar o Judiciário e pôr em xeque as eleições 2022.
Mas não é só. Se o ex-presidente vive seu calvário, o celular de Nigri aproxima Augusto Aras e a Procuradoria Geral da República (STF) desse caos. A PF concluiu que Aras agiu para tentar barrar uma investigação contra Nigri – e foi o próprio empresário que pediu o socorro do procurador-geral.
As trocas de mensagens apareceram nos portais de notícia entre esta quarta-feira (23) e esta quinta. A CNN mostrou que Nigri integrava, desde abril de 2022, um grupo do WhatsApp com 116 “empresários que debateram a possibilidade de um golpe de Estado caso Bolsonaro perdesse as eleições”. Era para esse grupo que o Nigri repassava mensagens recebidas do contato “Bolsonaro 8”.
Para a PF, Bolsonaro e Nigri foram parceiros na propagação de fake news. “O ex-presidente Jair Bolsonaro atuava como difusor inicial das mensagens de conteúdo de interesse para a investigação (mensagens de conteúdo falso, ataques às instituições e ao sistema eleitoral)”, concluiu a Polícia Federal. “A análise do material pela PF permitiu verificar a atuação incisiva de Nigri como um dos amplificadores de notícias não lastreadas ou conhecidamente falsas, que originalmente foram encaminhadas por Jair Bolsonaro. Fonte: CNN/Portal vermelho
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