A tarifa de energia terá um aumento de 16,6% no Brasil entre 2022 e 2030, mostra estudo elaborado pela consultoria Volt Robotics. A estimativa leva em conta a evolução de custos para baixa tensão em 26 distribuidoras que representam 90% do mercado do país. O levantamento foi apresentado em evento promovido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) em São Paulo (SP), ocorrido em 6 de julho.
A pesquisa contabilizou o impacto de diferentes componentes na variação de custos, como encargos, transmissão, energia e distribuição, além de simular o comportamento do consumidor de energia nos próximos anos.
Conforme o managing director da Volt Robotics, Donato da Silva Filho, o cálculo incluiu elementos como o perfil do consumo e demanda, as tarifas e custos no mercado livre de energia, regulado e na geração distribuída, migrações para o mercado livre e adoção da autoprodução.
“Em algumas dessas 26 distribuidoras, haverá queda nas tarifas, porque ocorrerá redução de custos de energia e crescimento de mercado. Em outras, haverá aumento, por questões como o fim da devolução de créditos de PIS/Cofins, aumento da CDE e de encargo das usinas térmicas”, detalhou Silva.
Com o aumento médio de 16,6% nas tarifas de baixa tensão do país até 2030, o especialista avalia que consumidor buscará se proteger e ter mais controle sobre os custos.
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