Originária do Vale de Chiana, região entre as províncias de Siena e Arezzo (Itália), a raça bovina chianina é uma das maiores criações de gado doméstico existentes na Europa. Destacada pelo seu grande porte, pode alcançar até 1,80 metro de altura e até 1,3 mil quilos em indivíduos machos. Hoje, a raça está relacionada à produção de carne, mas sua história remonta à época da Roma Antiga e das recorrentes celebrações locais.
Acredita-se que a raça, considerada a principal força agrícola da Itália até o advento da mecanização, seja resultado do cruzamento entre Bos primigenius e Bos brachyceros, abrindo portas para que animais cada vez maiores surgissem. Entre suas características mais notáveis, que permanecem sendo herdadas pelas gerações seguintes, destacam-se a pelagem de cor branca-porcelana, as cabeças pequenas, relativamente leves e com chifres que são curvados para cima, assim como o tronco e o pescoço cobertos por fibras.
No Brasil, os primeiros espécimes foram trazidos na década de 1950, quando 8 animais foram transportados para o estado de São Paulo. Desde então, graças à boa adaptação da raça ao clima brasileiro, houve alta fertilidade e longevidade. Hoje, a chianina tornou-se raça internacional e já está presente na Europa, nas Américas e na Ásia. Classificada como uma “máquina de carne” por criadores.
Em 2010, o boi Bellino, da raça chianina, estampou uma das páginas do Guinness World Records ao exibir uma impressionante altura de 2,03 metros e 1,7 mil quilos, algo que lhe rendeu o título de maior novilho do mundo.
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