Antes da Segunda Guerra Mundial, com parte do povo japonês sem emprego e condições precárias de vida, o governo do Japão viu na imigração uma oportunidade onde todos ganhariam, tanto quem recebia os imigrantes quanto quem os enviava. Parecia ser uma ideia melhor do que as conquistas militares.
No Brasil, faltava mão de obra nas plantações de café. O problema é que os péssimos salários e as condições de trabalho nada decentes não agradaram os europeus. A situação foi tão crítica que a Itália proibiu aos seus cidadãos que viessem para o Brasil patrocinados pelo governo brasileiro. Com isso, a mão de obra voltou a faltar nos cafezais.
Do outro lado do mundo, o Japão tentava lidar com a pobreza. Como o governo do país queria mandar japoneses para o exterior, quem precisava de trabalho aproveitou a oportunidade. Muitos grupos se estabeleceram no Peru e no México, mas foi nas plantações de café de São Paulo que os imigrantes da "terra do sol nascente" encontraram a prosperidade.
A vinda dos japoneses para o Brasil chegou ao ápice no fim dos anos 1920 e começo dos anos 1930. Contudo, o sentimento de aversão à população japonesa cresceu por aqui. Em 1934, Getúlio Vargas (1882-1954), impulsionado pelas próprias políticas nacionalistas, restringiu a entrada de cidadãos do Japão no Brasil.
Já durante o Estado Novo (1937-1945), Vargas colocou em prática uma série de restrições legais que afetavam a comunidade. O ano de 1942 é considerado a época em que a imigração japonesa para o Brasil teve fim. Nesse período, havia por aqui cerca de 190 mil japoneses.
OS que ficaram superaram a desconfiança após a guerra e foram se reintegrando à sociedade brasileira, trazendo influências culturais.
Aatualmente, são mais de 2 milhões — entre pessoas que nasceram no Japão e seus descendentes em terras brasileiras.