No último sábado (24), o incêndio da estátua do bandeirante Borba Gato levantou debates acalorados sobre o culto a personagens históricas com passado nada admirável. Manuel de Borba Gato nasceu em São Paulo, em 1649. Seus pais eram da Ilha Terceira e se estabeleceram na então capitania de São Vicente na década de 1630.
Em companhia do sogro, percorreu entre 1674 e 1681, as matas de São Paulo e do Mato Grosso. Após 1681, quando Dias Paes já havia morrido, dirigiu-se para Minas Gerais onde se desentendeu com um fidalgo e acabou o matando. Para não ser condenado preferiu se evadir nas matas e acabou encontrando ouro no Rio das Velhas.
Durante a Guerra dos Emboabas colocou a população do arraial do rio das Velhas (atual Sabará) contra o forasteiro Manuel Nunes Viana. Lançado em 1929, o livro Vida e Morte do Bandeirante, do pesquisador Alcântara Machado, traz relatos detalhados sobre como os grupos de bandeirantes capturavam e mandavam para a escravidão negros e índios que encontravam em suas viagens.
Como resultado desse processo, etnias inteiras foram dizimadas em confrontos violentos.
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