O Congresso argentino voltou a discutir nessa segunda-feira (28) o megaprojeto de lei de Javier Milei para reformar a administração pública. O texto declara estado de emergência no país e dá, por um ano, poderes legislativos ao presidente em questões administrativas, econômicas, financeiras e energéticas.
Esta é a segunda tentativa do governo Milei de passar a “Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos” pelo Congresso. No início do mandato, o atual governo mandou um texto de mais de 600 artigos. O texto foi aprovado de forma geral na Câmara de Deputados, mas teve artigos barrados na votação específica e o governo acabou retirando o projeto de pauta.
Apesar da nova versão mais enxuta da Lei de Bases, que agora contém cerca de 230 artigos e do otimismo do governo, ainda há dúvidas se o projeto obterá os votos necessários para chegar ao Senado, onde o cenário para o governismo é ainda mais difícil.
O texto da Lei de Bases, que foi apresentado conjuntamente com um projeto com medidas fiscais, de mais 100 artigos, declara parte das empresas estatais, entre elas a companhia aérea Aerolíneas Argentinas, como sujeitas à privatização e permite a intervenção, reforma e até dissolução de órgãos e organismos públicos.
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