Vigiar as praias durante o período de desova e coletar os ovos, transportando-os para uma chocadeira protegida, são as principais ações dos ribeirinhos. Moradores de trinta e duas comunidades de Juruti, no oeste do Pará, se mobilizam para preservar espécies como tartaruga-da-Amazônia, tracajá, pitiú e irapuca.
Os números avançam, há comunidades que já protegeram 300 ninhos num único período de desova. Apesar de proibido pela legislação ambiental, o consumo de ovos e da carne de tartaruga parece ainda fazer parte das tradições locais, contribuindo para a redução de indivíduos, projetos de mineração e construção de barragens também representam ameaça à sobrevivência das espécies. Um dos montinhos de areia parece se movimentar.
Num dos biomas mais biodiversos em quelônios do mundo, moradores de Juruti viram a abundância de tartarugas e outras espécies despencar ao longo das últimas gerações. A Amazônia brasileira é área prioritária para conservação de quelônios, com 21 espécies descritas pela ciência e o Juruti conta com 14 espécies, sendo uma endêmica.
Com informações do Mongabay
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