Nunca se produziu nem consumiu tanta informação como depois da internet e das redes sociais. O que, por um lado, é uma boa notícia, por outro é também motivo de preocupação, dada a quantidade de falsas notícias ou fake news que ameaçam e desvirtuam o debate público.
O problema desafia as democracias no mundo e, como se viu nas recém-concluídas eleições brasileiras, requer atenção constante por parte da Justiça eleitoral, da imprensa, das agências de checagem de dados e das empresas responsáveis pelas redes sociais.
A sala de aula é o espaço onde se aprende a ler e a escrever. Nada mais natural, portanto, que seja o lugar também de outro tipo de alfabetização. No caso, da chamada alfabetização midiática, que consiste em desenvolver habilidades e competências para não se deixar enganar em meio à profusão de fake news.
Ensino de qualidade, portanto, é premissa da alfabetização midiática. Em tempos de polarização ideológica, as escolas têm ainda o desafio de ajudar os alunos a diferenciar fatos de opiniões. A luta contra as falsas notícias deve mirar tanto em quem as difunde intencionalmente, aplicando-se as devidas sanções legais, quanto em quem é enganado por elas. Nesse sentido, a educação tem um potencial gigantesco de formar gerações de alunos aptos a enfrentar essa verdadeira ameaça à democracia.
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