Na cidade de Griswold, Connecticut, um homem enterrado em um caixão com a identificação JB55 ficou incógnito por décadas. Ali, sem outras informações sobre sua identidade, estavam os restos mortais de um homem que viveu no século XVIII. Ele tinha tudo para ser apenas mais uma pessoa esquecida após algumas gerações, mas um detalhe chamava a atenção.
Em 1990, um grupo de arqueólogos estava realizando uma escavação no local e percebeu que o corpo de JB55 estava enterrado em uma posição curiosa: os ossos do fêmur estavam cruzados. No século XVIII, enterrar alguém assim era indício de que as pessoas acreditavam que ele era um vampiro. E hoje, passados dois séculos, a ciência conseguiu reconstruir o rosto daquele homem!
Usando um software de reconstrução facial 3D, um artista forense determinou que JB55 provavelmente tinha pele clara, olhos e cabelos castanhos ou pretos, e algumas sardas. Ele também devia sofrer de tuberculose, o que poderia explicar a posição do corpo. No século XVIII, havia a crença de que pessoas que morriam de tuberculose eram, na verdade, vampiros.
Os pesquisadores suspeitam que em algum momento o corpo foi desenterrado e reenterrado mais uma prática frequentemente associada à crença de que alguém era um vampiro. Essa suspeita explicaria os restos terem sido encontrados com os ossos do fêmur removidos e cruzados sobre o peito seria uma maneira de impedir que a pessoa levantasse do túmulo e perseguisse os vivos.
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