A Academia Brasileira de Ciências (ABC) apresentou um documento, ‘A importância da ciência como política de Estado para o desenvolvimento do Brasil”. No relatório, que será encaminhado aos candidatos à Presidência da República, a instituição alerta para o descaso com a ciência no país e chama a atenção para a necessidade de uma revolução na educação.
Em coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (23), a presidente da ABC, Helena Nader, o vice-presidente, Jailson Bittencourt de Andrade, e o ex-presidente Luiz Davidovich destacam que, apesar de o Brasil ter um grande potencial em ciência, tecnogia e inovações, hoje o investimento nessas áreas é de apenas 0,5% do PIB brasileiro.
Uma das propostas do documento é aumentar esse fundo para 2% até 2026. Outra meta seria capacitar pesquisadores (mestres e doutores) para que, em dez anos, o país chegue ao marco de 2 mil pesquisadores por milhão de habitantes.
“Quando a Academia lança um documento com propostas de políticas de Estado para ciência, tecnologia e inovação, ela faz isso pois insiste e resiste. Há anos essa iniciativa é feita e infelizmente, se formos analisar, existem propostas de 2010 que ainda não entraram vigor”, disse Davidovich no evento.
Um caminho seria cobrar do próximo governo que o orçamento da ciência passe a ser vinculado à receita tributária, como ocorre com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
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