Um ataque realizado por hackers a serviço do governo da Rússia atingiu uma rede de satélites usada para manter a internet conectada, o que deixou dezenas de milhares de pessoas sem acesso à rede mundial de computadores na Europa, particularmente na Ucrania. A ação ocorreu no final de fevereiro, pouco após o início da ofensiva russa, e teve como objetivo comprometer as comunicações de Kiev em meio aos ataques, segundo a agência Reuters.ui A denúncia foi feita pela União Europeia (UE), em parceira com os EUA, o Canadá e o Reino Unido. O alvo foi a rede KA-SAT, da empresa Viasat, naquele que é até agora o principal ataque cibernético de que se tem registro desde o início do conflito, em 24 de fevereiro.
De acordo com o Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, a intenção de Moscou com a ação maliciosa era “interromper o comando e controle ucraniano durante a invasão, e essas ações tiveram impacto indireto em outros países europeus”.
Por sua vez, a secretária de Relações Exteriores britânica, Liz Truss, classificou a invasão como “deliberada e maliciosa”, enquanto o Conselho Europeu afirmou que o ataque hacker causou “falhas de comunicação indiscriminadas” na Ucrânia e em diversos países da UE. De acordo com Joyce, os danos causados pelo ataque foram severos. “Depois que esses modems foram desligados, não era como se você os desconectasse e os conectasse novamente, reiniciasse e eles voltassem”, afirmou.
“Eles caíram e caíram feio. Tiveram que voltar para a fábrica para serem trocados”.
O Serviço Estatal de Comunicações Especiais e Proteção de Informações da Ucrânia emitiu um comunicado sobre o incidente, afirmando que a Rússia “é um país agressor que ataca a Ucrânia não apenas em nossa terra, mas também no ciberespaço “. A Viasat, por sua vez, apenas confirmou o problema e disse que continuaria a investigá-lo.
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