Tuesday, 09 de June de 2026
31/01/2022   18:18h - Mundo

CIA diz que é 'improvável' relação entre Síndrome de Havana e ação estrangeira

Um estudo coordenado pela Agência de Inteligência dos EUA (CIA) concluiu que é “improvável” a ligação da Rússia com a anomalia classificada como “Síndrome de Havana”, que atingiu centenas de diplomatas norte-americanos ao redor do mundo. A afirmação foi dada na quarta-feira (19), segundo o jornal The New York Times.

 

De acordo com o documento, há mais indícios de que a maioria dos mil casos reportados a Washington esteja relacionada a causas ambientais e condições médicas não diagnosticadas ou estresse, e não a uma campanha global financiada por uma potência estrangeira, afirmaram funcionários da CIA.

 

A Síndrome de Havana consiste em uma alteração das funções cerebrais que gera dor de cabeça, enjoo, tontura e prejuízos à audição. Os primeiros casos foram identificados em 2016, em Cuba, daí o nome da enfermidade. As vítimas relatam que os sintomas surgiram após ouvirem estranhos sons agudos e graves.

 

No entanto, o estudo ainda não descarta uma ação estrangeira em pelo menos duas dúzias de casos que permanecem sem explicação. Segundo um funcionário dos EUA ouvido pela reportagem, tais relatos obscuros podem fornecer pistas sobre se uma potência estrangeira seria responsável por alguns dos misteriosos males ??que impactaram a saúde de diplomatas e agentes da CIA em Havana, Viena e Berlim, entre outras partes do mundo.

“Embora tenhamos alcançado algumas conclusões provisórias significativas, ainda não terminamos“, declarou William J. Burns, diretor da CIA, em um comunicado à imprensa dos EUA. E acrescentou: “Continuaremos a missão de investigar esses incidentes e fornecer acesso a cuidados de classe mundial para aqueles que precisam”.

 

Somente nos últimos seis anos, cerca de 200 funcionários dos EUA, a maior parte ligada à CIA, experimentaram o que Joe Biden define oficialmente como “incidentes anômalos de saúde”. 

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