Suspeito de ser mandate do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), Brazão continua preso por decisão de seus pares na Câmara dos Deputados. Em 10 de abril, 277 deputados votaram por manter o deputado na penitenciária federal de Campo Grande. Eram necessários 257 para que ele continuasse preso.
Agora, Brazão, que nega ligação com o crime, enfrenta um pedido de cassação no Conselho de Ética da Câmara. Mesmo preso, ele ainda mantém seu mandato parlamentar.
O processo no conselho ainda está em sua fase inicial. No momento, é necessária a definição do relator do caso, com base em um lista com três deputados. Depois de escolhido, o relator terá um prazo de dez dias para produzir um parecer preliminar. Nele, deverá recomendar o arquivamento ou a continuidade do processo disciplinar.
Se Brazão for punido de alguma forma, ele poderá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ainda nesse caso, o processo segue para o plenário da Câmara, que terá a palavra final.
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