O alto investimento militar pode levar a China a superar os Estados Unidos como mais poderosa força aérea do mundo. Essa e a constatação de analistas e líderes militares, com base no avanço obtido por Beijing nos últimos anos, algo que não tem sido acompanhado por Washington. As informações são da rede norte-americana Voice of America (VOA).
A disputa pela supremacia militar aérea voltou à tona nos últimos dias, com a maior incursão de jatos da força aérea chinesa em Taiwan. Somente no dia 4 de outubro, a China enviou 56 aeronaves ao espaço aéreo da ilha, concluindo numa ação que se estendeu por quatro dias e envolveu 149 caças e bombardeiros. O gesto simbólico, que os taiwaneses encaram como uma ameaça, gerou reação global, sobretudo de aliados de Taipé. E ampliou o alerta de Washington.
Em setembro, durante uma conferência militar, o general Charles Brown Jr., chefe do Estado-Maior da força aérea norte-americana, qualificou o exército chinês como detentor das “maiores forças de aviação do Pacífico”. E disse que o posto foi alcançado “debaixo de nosso nariz”, sem uma resposta à altura. Mais: ele projetou que a China pode assumir a supremacia aérea militar global em 2035.
Um estudo de 2015 do think tank RAND Corporation, daCalifórnia já havia alertado para os avanços