A China anunciou um marco no combate à desertificação ao cercar completamente o deserto de Taklamakan com mais de 3 mil quilômetros de florestas plantadas. O projeto, que faz parte do Programa Florestal do Cinturão de Abrigo dos Três Norte, visa criar uma "Grande Muralha Verde" para conter ventos e tempestades de areia que prejudicam a agricultura e afetam cerca de 400 milhões de pessoas.
Apesar da ambição, o projeto enfrenta críticas de especialistas. Cientistas alertam para o risco de impacto ambiental negativo pelo uso de árvores não nativas e questionam a eficácia dos cinturões verdes na redução de tempestades de areia. Ainda assim, o governo chinês defende a iniciativa como crucial para conter a desertificação, que já afeta 27% do território nacional e é exacerbada por mudanças climáticas e práticas agrícolas insustentáveis.
A desertificação é um problema global, agravado pelo aquecimento global e pela degradação ambiental. Segundo a ONU, 77,6% das terras do planeta estavam mais secas em 2020 do que três décadas antes, destacando a relevância de iniciativas como a da China para enfrentar essa ameaça.
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