O arsenal nuclear da China tem aumentado num ritmo muito maior que o imaginado anteriormente, levando a nação asiática a reduzir a desvantagem em relação às forças armadas dos Estados Unidos nessa área. A afirmação consta de um relatório publicado na última quarta-feira (3) pelo Pentágono, segundo a rede Voice of America.
O documento sugere que as forças armadas chinesas podem atingir a marca de 700 ogivas nucleares ativas até 2027, tendo como meta atingir mil até 2030. Para efeito de comparação, o relatório anterior do Pentágono falava em um arsenal de pouco mais de 200 dispositivos, com a possibilidade de dobrá-lo até o final da década.
Por ora, o poder de fogo da China não se compara ao dos Estados Unidos, que têm cerca de 3,8 mil ogivas nucleares e não planejam ampliá-lo. Na verdade, o arsenal norte-americano foi drasticamente reduzido nos últimos anos, considerando que em 2003 eram cerca de 10 mil dispositivos ativos. Porém, se mantiver o projeto de longo prazo, a China planeja igualar ou mesmo superar tais números até 2049.
Além de ampliar seu arsenal, a China trabalha para estabelecer uma “tríade nuclear”, segundo a agência catari Al Jazeera. A meta é desenvolver a capacidade de lançar ogivas nucleares a partir de mísseis balísticos baseados em terra, de mísseis lançados do ar e de submarinos.