As condições para um cessar-fogo na Ucrânia, estabelecidas pelo presidente russo Vladimir Putin, foram recebidas com forte resistência pelos Estados Unidos, Kiev e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Putin declarou que interromperia a ofensiva russa se Kiev se retirasse dos territórios reivindicados por Moscou e desistisse de aderir à Aliança Atlântica, conforme relatado pela rede Voice of America (VOA).
O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, repudiou a proposta, afirmando que Putin ocupou ilegalmente território ucraniano e “não tem o direito de ditar os termos para a paz”. Austin ressaltou que o líder russo poderia encerrar o conflito imediatamente, se quisesse, e instou Putin a retirar suas tropas do “território soberano” da Ucrânia.
A proposta de cessar-fogo foi apresentada um dia antes de a Suíça sediar uma conferência de paz de dois dias, focada no conflito entre Rússia e Ucrânia. O evento contou com a participação de representantes de pelo menos 90 países e organizações, incluindo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, a vice-presidente dos EUA Kamala Harris, e líderes de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido. Também estiveram presentes os ministros das Relações Exteriores da Turquia e da Hungria, além de uma delegação da Índia.
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