Monday, 08 de June de 2026
18/05/2026   16:20h - Polícia

Celulares registrados em nome de mortos foram usados por policiais em corrupção no RJ, diz PF

Durante as investigações que resultaram na Operação Sem Refino, deflagrada na última sexta-feira (15) com alvo na refinaria Refit, a Polícia Federal identificou indícios de uso, por policiais federais, de linhas telefônicas registradas em nome de pessoas mortas.

 

O caso é relatado na decisão do Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou busca e apreensão contra Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro, e a prisão de Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, que mora nos EUA.

Em nota, a defesa de Castro diz que foi surpreendida com a operação e que o ex-governador "está à disposição da Justiça para dar todas as explicações, convicto de sua lisura".

A Refit e Magro, também em nota, negam ter falsificado declarações fiscais para ter vantagens fiscais ou ter fornecido combustível para o crime organizado.

Segundo a PF, um dos números monitorados na investigação estava registrado em nome de uma pessoa que morreu em 2021. Apesar disso, a linha seguia ativa, sendo usada em mensagens, ligações e conexões de WhatsApp.

A decisão cita que o telefone era utilizado em contatos frequentes com um auditor fiscal apontado pelos investigadores como integrante de um esquema de favorecimento a empresas do setor de combustíveis dentro da Secretaria de Fazenda do Rio.

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