O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fará uma nova reunião com os servidores em greve na segunda-feira (11), para tentar resolver a paralisação por reajuste salarial que começou há uma semana.
Os líderes sindicais se reuniram na quinta-feira (7) com a Diretora de Administração do BC, Carolina de Assis Barros, mas dizem que o encontro “não trouxe nenhuma proposta oficial e nenhuma novidade”. A categoria quer reajuste salarial de 26,3% e a reestruturação de carreiras.
O sindicato dos servidores do BC (Sinal) subiu ainda mais o tom nesta semana, em relação aos serviços e funções do órgão que podem ser afetadas pela greve dos servidores, e disse que o movimento poderá afetar as atividades preparatórias para o Copom (Comitê de Política Monetária) e para o Comef (Comitê de Estabilidade Financeira).
A paralisação já afeta diversas atividades da autarquia, como o adiamento de diversas publicações regulares, como o Relatório Focus, dados do câmbio e o Relatório de Poupança, e também da remuneração a bancos em operações do Pix e dos estudos para o lançamento do Real Digital.