Campo Grande enfrenta uma crise sem precedentes na qualidade do ar em 2024, com a cidade frequentemente encoberta por fumaça causada por queimadas. De acordo com o professor Widinei Alves Fernandes, coordenador do projeto QualiAr, a poluição atingiu níveis "péssimos" pela primeira vez, com apenas cinco dias de qualidade "boa" em setembro. Esse cenário, intensificado pela seca e mudanças climáticas, deve se repetir nos próximos anos.
O professor explicou que o fenômeno é causado pela fumaça que vem de áreas de queimadas, como o Pantanal e Bolívia, sendo trazida para a cidade por massas de ar frio. A situação tende a piorar, especialmente entre agosto e outubro, quando as chuvas são escassas. O projeto QualiAr já trabalha em um relatório para alertar a população sobre os períodos mais críticos e sugerir o uso de máscaras.
Além da poluição em Campo Grande, o Pantanal viveu uma devastação ambiental sem precedentes. Entre janeiro e setembro de 2024, a área queimada aumentou 2.306% em comparação aos últimos cinco anos, com 1,5 milhão de hectares destruídos, o que afeta gravemente a biodiversidade.
Incêndios florestais se espalharam por todo o Brasil, com 22,38 milhões de hectares queimados em 2024, um aumento de 150% em relação ao ano anterior. O avanço descontrolado das chamas, impulsionado pela seca extrema e mudanças climáticas, ameaça recursos naturais e agrava a situação do Pantanal.
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