As altas temperaturas e a elevada umidade registradas durante o período de estiagem em Manaus acenderam um alerta crucial entre médicos veterinários para a saúde dos animais de estimação, em especial os cães braquicefálicos. Raças como pug, buldogue francês, buldogue inglês e shih-tzu, caracterizadas pelo focinho achatado e vias aéreas encurtadas, possuem severas limitações anatômicas para dissipar o calor corporal, tornando-as extremamente suscetíveis a quadros graves de hipertermia e desconforto respiratório.
Especialistas explicam que a regulação térmica dos cães ocorre prioritariamente por meio da respiração e da troca de ar pela arfagem. Nos animais de focinho curto, a anatomia das narinas e o palato mole prolongado dificultam a circulação do ar, fazendo com que a temperatura corporal suba rapidamente em ambientes quentes ou durante esforços físicos leves. Entre os principais sinais de alerta para a hipertermia estão respiração excessivamente ofegante, salivação espessa, gengivas avermelhadas ou azuladas, apatia e perda de equilíbrio.
Para prevenir complicações que podem ser fatais, veterinários recomendam aos tutores evitar passeios nos horários de pico de calor, entre 10h e 16h, garantindo caminhadas curtas apenas nas primeiras horas da manhã ou à noite. Além disso, é fundamental manter os pets em locais bem ventilados ou climatizados, oferecer água fresca de forma constante e jamais deixá-los trancados em veículos ou espaços sem circulação de ar. O atendimento veterinário imediato é indispensável ao primeiro sinal de estresse térmico grave.
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