O Brasil pode se tornar um dos cinco maiores produtores de terras raras do mundo nos próximos anos, projeta o Ministério de Minas e Energia (MME). Esse conjunto de metais abundantes, porém de difícil extração, são essenciais para a fabricação de equipamentos de energia renovável e mobilidade elétrica.
A estimativa tem como base o avanço de diversos projetos no país voltados para exploração desses minérios fundamentais na transição energética. O Brasil tem a terceira maior reserva de terras raras de todo o mundo, com 21 milhões de toneladas, ao lado da Rússia. Os maiores depósitos se concentram na China (44 milhões de toneladas) e no Vietnã (22 milhões de toneladas).
Atualmente, existem estudos de viabilidade de mineração em execução em Minas Gerais, Goiás, Amazonas e Bahia. Um projeto em Poços de Caldas (MG) está em fase avançada e entrará em operação em 2026.
Conforme a pasta, apesar do tamanho das reservas, a extração realizada no país é pequena e a partir das reservas remanescentes da produção de monazita em uma unidade desativada em Buena, no Rio de Janeiro.
A nova política desenvolvida pelo MME visa conhecer o potencial produtivo e as peculiaridades das características socioeconômicas e ambientais dos projetos de mineração, garantindo que a atividade seja segura, sustentável e que traga desenvolvimento social com geração de empregos, impulsionando a competitividade do Brasil.
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