Há 68 milhões de anos, viveu um anfíbio gigante para os padrões atuais, que tinha uma boca de aproximadamente 15 centímetros de largura. Era o Beelzebufo, chamado por vezes de “sapo do capeta”.
Ele, que é a maior espécie de sapo a já ter existido, tinha o porte de um cachorro pequeno, com 40 centímetros de altura e por volta de 4,5 kg. O anfíbio viveu na Ilha de Madagascar durante a Era Mesozóica, e os estudos sobre ele são relativamente recentes.
Conforme divulgado pelo periódico científico Scientific Reports em 2017, o animal não era só tamanho: a potência de sua mordida era surreal, alcançando 2200 N (que é a unidade de medida de força), de forma que esse ser era capaz de causar mais estrago do que um pitbull atualmente.
Para descobrirem qual exatamente era a força da boca do anfíbio extinto, os cientistas examinaram a potência das espécies atuais mais próximas ao sapo do demônio. O animal mais próximo que temos do anfíbio gigante nos dias atuais é o Ceratophrys ornata, um anfíbio que vive na região da Argentina e do Brasil, e é apelidado de “sapo pacman” por conta do tamanho de sua boca.