O circuito dos “freak shows” e seu uso como entretenimento mostrou bem aos cidadãos dos Estados Unidos o ipo de pessoas que eles não queriam ver na sociedade.
Portanto, no final do século XIX, eles começaram a promover movimentos eugênicos que defendiam a criação de uma população considerada “melhor” em todos os aspectos humanos, como a aparência perfeita (de tom de pele branco, claro), bem como a alta inteligência e nenhum tipo de deformidade.
No início do século XX, a ex-professora Mary De Garmo, presidente do Congresso Nacional de Mães e conhecida por ser uma ativista dos direitos e bem-estar infantil, criou o concurso de “Bebês Melhores” no estado de Louisiana, em meados de 1908.
O concurso possuía uma bancada médica e reunia centenas de bebês com idades entre 4 e 6 anos para serem avaliados como cabeças de gado, fazendo comparações a partir de uma tabela de pré-requisitos para pontuar o quanto de perfeição a criança possuía – e também encontrar os que eram 100% “perfeitos”.
Diante de uma plateia de pais ansiosos, as enfermeiras registravam o peso, circunferência torácica, capacidade mental, aparência física e aptidões psicológicas dos infantes.
Os jurados pontuavam cada bebê a partir de uma escala de mil pontos, dos quais 700 iam para a aparência, 200 pontos para aptidões e 100 pontos para medidas físicas. Durante os testes de interatividade com os profissionais, qualquer criança que se mostrasse tímida já perdia vários pontos.
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